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Onde os supermercados podem estar deixando dinheiro na mesa

O varejo alimentar opera em um dos ambientes mais desafiadores da economia: margens apertadas, alta concorrência e extrema sensibilidade a preço.

Para se ter uma ideia, redes supermercadistas costumam trabalhar com margens líquidas entre 1% e 3%. Isso significa que qualquer ineficiência — mesmo pequena — pode consumir uma parte relevante do lucro.

E é justamente aí que entra um ponto pouco explorado: a eficiência tributária da operação.

Onde as perdas acontecem (sem aparecer no DRE)

Na prática, muitos supermercados convivem com distorções que passam despercebidas:

  • Créditos de PIS/COFINS não aproveitados em despesas operacionais
  • Pagamentos indevidos em regimes como ICMS-ST
  • Produtos classificados incorretamente (impactando alíquotas)
  • Falta de revisão histórica das apurações fiscais

Esses pontos não aparecem como “erro evidente”, mas sim como uma erosão silenciosa de margem.

O que revisões especializadas costumam revelar

Em análises mais profundas, é comum encontrar:

  • Recuperação de valores dos últimos 5 anos (prazo legal)
  • Ganhos que variam entre 0,5% e 2% do faturamento
  • Ajustes que melhoram o caixa sem impacto operacional

Para uma rede que fatura R$ 500 milhões/ano, isso pode representar milhões em caixa recuperado.

Impacto direto na competitividade

Recuperar margem não é só uma questão financeira — é estratégica:

  • Permite precificação mais agressiva
  • Aumenta capacidade de investimento e expansão
  • Melhora o poder de negociação com fornecedores

No fim, em um setor onde centavos importam, eficiência fiscal pode ser o que separa crescimento de estagnação.